Governo Bolsonaro recebe críticas infundadas

Bolsonaro (PSL) e o Ministro da economia Paulo Guedes (PSL) assinou o decreto que reajustou o salário mínimo de R$ 954,00 para R$ 998,00, passando a valer no dia 1º de Janeiro de 2019. Em contrapartida, a cúpula petista diz que o aumento deveria ser de R$ 1.006,00 gerando duras criticas ao governo Bolsonaro.

No dia 2 de janeiro, Fernando Haddad provocou Jair Bolsonaro em seu twitter dizendo:

“ O povo começou a se libertar do socialismo: salário mínimo previsto de R$ 1006,00 foi fixado em R$ 998,00. Sem coitadismo. Selva!”

A Presidente do PT, Gleisi Hoffmann também comentou:

“O Congresso Nacional que deu 16% de reajuste aos juízes e promotores tem a obrigação de garantir o salário mínimo de R$ 1.006,00. A economia que o governo quer fazer não pode cair nas costas dos mais pobres como quer Bolsonaro”

Muitos internautas da esquerda prosseguiram com severas críticas nas redes sociais baseadas nos comentários de seus líderes políticos, sendo que tais entendimentos são irônicos, contraditórios e sem fundamentos, porque o Reajuste segue as determinações legais tanto da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto do ex-presidente Michel Temer (MDB) , além dos efeitos da governabilidade dos tais governos, ou seja, o que Bolsonaro fez foi apenas decretar o reajuste com base nas leis e gestões dos governos anteriores.

Mesmo com esse reajuste, foi a primeira vez em três anos que houve um aumento real do salário mínimo, isto é, acima da inflação, em que o poder de compra do trabalhador aumentou após anos de crise, então o aumento de R$ 954,00 para R$ 998,00 foi baseado nas expectativas de inflação, porém, essa projeção caiu. A Expectativa era de uma inflação de 4,2 por cento que passou para três e meio, sendo que foi daí que houve uma redução de R$ 8,00 (De R$ 1.006,00 para R$ 998,00) que percentualmente significa 0,7 por cento (menos de 1%).

Por força de lei o reajuste do salário mínimo é corrigido pela inflação, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que considera os dados de consumo das famílias de um a cinco salários mínimos e também calcula o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

Essa mesma regra de reajuste do salário mínimo que é um projeto de lei da gestão do governo Dilma, foi utilizada desde 2012 conforme determinado pela Lei 12.382/2011, na época o governo Dilma decidiu manter a mesma sistemática em vigor, cujo modelo já tinha sido negociado no governo Luis Inácio Lula da Silva com as centrais sindicais. A Lei 1.3152/2015 determina que até o final de 2019 o governo enviará ao Congresso Nacional projeto definindo o modelo de reajuste para o período de 2020-2023. Logo, o reajuste do salário mínimo que terá influencia do governo Bolsonaro será de 2020, devido sua governabilidade do ano de 2019 , mas ainda com influencias econômicas dos governos anteriores.

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