Jovem foi presa por dançar

Jovem foi presa por dançar

Jovem foi presa por dançar

Jovem foi presa por dançar - Maedeh Hojabri é uma ginasta com 18 anos de idade que foi presa por publicar seus vídeos de danças com musicas iranianas e ocidentais e também por não usar o véu em alguns videos. A ginasta tinha cerca de 300 vídeos que conquistaram mais de 40.000 seguidores no Instagram, antes da sua conta ser suspensa.

A jovem foi obrigada a confessar seus “supostos crimes” na sexta Feira dia 6/07/2018 em uma Tv Estatal Iraniana. Maedeh teve que alegar que postava vídeos para ganhar seguidores, que seus vídeos eram somente para seus seguidores, não tinha equipe, não tinha treino e não pretendia encorajar ninguém a fazer o mesmo.

O caso gerou revolta entre internautas, muitas mulheres em protestos postaram vídeos nas redes sociais com a Hashtag  #dancing_isn't_a_crime (dançar não é crime)

 

Repercussão Islâmica

Debates em relação as restrições das mulheres iranianas estão cada vez mais frequentes na internet, incluindo no próprio Islã. Grandes personalidades Islâmicas publicaram fortes críticas contra as autoridades depois que a Jovem foi presa por dançar, entre eles Maybodi.

Maybodi, é um erudito religioso da cidade de Qom, não comentou diretamente sobre a propriedade dos vídeos de Maedeh, mas apontou para a ironia das autoridades serem incapazes de impedir grandes problemas como a corrupção.

"Até agora, o trapaceiro chegou à mídia nacional para confessar corrupção e pilhagem de bens públicos? Qual deles é um grande pecado - dançar ou roubar recursos públicos?" Maybodi perguntou.

Atualmente, as autoridades iranianas estão planejando em encerrar todas as contas  de Instagram, Facebook, Twitter e YouTube que tenham conteúdos semelhantes ao de Maedeh afim de, manter todas restrições radicalmente.

Leis e "cultura" Islâmica 

 

O Uso do véu islâmico é obrigatório desde o triunfo da Revolução Islâmica em 1979, com a liderança de Aiatolá Ruhollah Khomeini. Todas mulheres são proibidas dançar ou cantar publicamente, com exceção de algumas casos com fortes  restrições, como algumas permissões de concertos para uma audiência feminina ou membros familiares.

Daniel Greenfield, autor de (Muslim Rape Culture and Lara Logan) escreveu :

"No Islã as mulheres são objetos, não sujeitos. Fisicamente seus corpos inteiros são considerados awrah, uma palavra árabe que significa nudez, falha ou defeito, termos que resumem amplamente a visão muçulmana sobre as mulheres. Até mesmo suas vozes são consideradas awrah, ou seja, até uma mulher totalmente coberta é uma coisa imoral ao falar. A mulher existe dentro do Islã como um objeto imoral. E isso dá aos homens muçulmanos a permissão implícita de atacá-la, enquanto se culpa a própria natureza dela por tentá-los a cometer o ato."

" A burca coloca a responsabilidade de se desfeminizar e marcar-se como propriedade nas próprias mulheres. Séculos de jurisprudência islâmica põem na mulher o peso da responsabilidade por qualquer ataque, como objeto que tenta os homens a pecar. O raciocínio circular do Islã diz que se um homem ataca uma mulher, é porque ela o tentou. A feminilidade é inerentemente um objeto de tentação. A burca e o hijab começaram como um modo de desfeminizar as mulheres para sua proteção, mas terminaram como uma acusação às mulheres. As mulheres passaram a não mais ser desfeminizadas para sua proteção, mas para a proteção dos homens.

Por que teriam que ser desfeminizadas as mulheres, suas faces cobertas e sua voz silenciada, se não houvesse uma força terrível e misteriosa na feminilidade que provoca os homens? 
Foi exatamente isso o que afirmou o ex-presidente do Irã, quando disse que “as pesquisas científicas mostram que os cabelos das mulheres emitem raios que enlouquecem os homens”. Mais recentemente, um clérigo iraniano explicou que as mulheres que não se vestem com modéstia corrompem os homens e causam terremotos. As rotas de vôos de aviões iranianos tiveram de ser desviadas de um estádio onde mulheres jogavam futebol com medo de que seus raios capilares pudessem afetar os passageiros.
Por trás dessa loucura dos raios capilares esconde-se uma ideia mais feia, a de que as mulheres são criaturas não-naturais e que os homens não são responsáveis por sua conduta diante delas. Se um homem estupra uma mulher, talvez os raios capilares dela o levaram a fazê-lo. Se elas podem causar terremotos, por que não? A cultura jurídica ocidental diz que os homens têm mais autocontrole quando tratam com as mulheres. A jurisprudência islâmica cria razões contra as mulheres para inocentar seus estupradores."

Casos relacionados

Este é um caso entre outros tantos que estão acontecendo em Países Islâmicos. Em 2014 sete jovens foram condenados a seis meses de prisão e 91 chicotadas por publicar um vídeo dançando a musica “Happy” do cantor Pharrel Williams.

Shaparak Shajarizadeh foi sentenciada com 20 anos de prisão por remover seu Hijab publicamente, sua advogada alega que ela foi torturada.

Breve Biografia de Maedeh Hojabri 

Nome Real: Maedeh Hojabri

Nick Name: Mahi Maedeh

Nacionalidade: Iraniana

Estado Civil: Solteira

Profissão:  Ginasta

Hobbies: Dançar, cantar e escutar música.

Músicas favoritas: Rihanna, Justin Bieber e Shakira

Descrição: Ginasta Jovem foi presa por dançar publicamente no Instagram e por não usar o Hijab, em julho de 2018 no Irã.